Blog da Manu

10/11/2009

A equipe Merida Brasil trouxe esse ano para o MTB profissional a corredora de aventura carioca Manuela Villaseca. Ela levou o desafio muito a sério e entre seus principais resultados esse ano estão os 5º e 8º lugares nos Brasileiros de XCM e XCO respectivamente e os primeiros lugares na Tierra Viva (550 km na Patagônia) e na Supertravessia Transportugal (1000 km).

Com o fim da temporada no Brasil, Manuela, ou Manu, como é conhecida, foi para a Califórnia fazer um “intensivão” de MTB com uns amigos do universo das corridas de aventura. Vale muito a pena conferir o diário da Manu, que escreve sem medo da sua condição de aprendiz no MTB, apesar de ser uma atleta experiente em outras modalidades.

Um dos motivos de que haja tão pouca informação sobre o MTB brasileiro circulando na rede com certeza é o fato de nossos atletas não terem o costume de escrever sobre sua experiência cotidiana, ao contrário dos estrangeiros que incorporam a escrita à rotina de treinos e competições. Vida longa ao Blog da Manu e que venham muitos outros.

Blog da Manu

Equipe Merida Brasil

 


La Ruta de los Conquistadores 2009

09/11/2009

Começa quarta-feira (11) a Rota dos Conquistadores 2009. A prova pioneira no mundo em maratonas de vários dias inspirou, entre outras, a Cape Epic, a Trasnrockies e a Transalp mas devido a administração fraudulenta, quase tem suas portas fechadas para o mundo. Um rombo de aproximadamente 235 milhões de colones ou R$ 700.000,00 tirou o sono dos donos do evento que estão ao mesmo tempo processando antigos funcionários e brigando com a Federação de Ciclismo da Costa Rica por uma outra pá de questões.

Em meio a toda essa turbulência mais de 200 atletas desembarcaram na Costa Rica para, em 4 dias, cruzar o país do Pacífico ao Atlântico numa das mais duras provas de MTB do mundo.

Até 2005, em 12 anos de história, apenas atletas costarriquenhos haviam vencido a prova. Naquele ano ninguém menos que Thomas Frischknecht levou o título mas ao final do primeiro dia disse “foi o dia de corrida mais duro da minha vida”. No ano seguinte Frischknecht foi “apenas” o décimo. Suas palavras antes da prova foram: Ao longo dos meses após La Ruta eu esqueci o quanto ela é dura… é a única explicação para eu estar aqui denovo. Tenho boas lembranças do ano passado mas tenho que confessar que estou um pouco assustado. Talvez por isso eu esteja aqui, porque é um desafio pessoal.

Em 2006 o colombiano Hector Paez Leon venceu e a prova ainda teve o Italiano Marzio Deho (5) e os americanos Tinker Juarez (6) e Adam Craig (7) comendo poeira dos locais Andrei Amador (2), Federico Ramirez (3) e Deiver Benavides (4).

2007 e 2008 foram dominados por Federico Ramirez. Ano passado tivemos a participação de Mario Roma que ficou em 15º e escreveu pra Bike Action, se não me engano.

É isso aí. Quem quiser sentir o gostinho da brincadeira pode se inscrever para um, dois ou três dias. Recebe kit mas não ganha medalha. As inscrições para 2010 já estão abertas.

Quem quiser ainda tem os arquivos para google earth aqui.

Vídeos


Entrevista com Rubens Donizete Valeriano – O Rubinho

07/11/2009

 

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Rubinho defendendo a Seleção Brasileira - Camberra 2009

 

 

Conheci o Rubinho ano passado, aqui mesmo em Santa Cruz, onde ele fez sua primeira prova depois das Olimpíadas de Pequim, e conquistou o Moda Cup 2008. A primeira impressão que ficou dele foi um tanto contraditória. Um cara super simples em tudo que não fosse referente à bike por um lado e por outro um atleta extremamente metódico, preocupado com cada grama capaz de deixar sua bike, à época uma Kona. No briefing do Moda Cup ele deu um depoimento sobre toda sua trajetória no MTB até as Olímpiadas, e naquele momento vi que sua história merecia ser conhecida por outras pessoas.

O servente de pedreiro mudou o rumo da sua própria história até fazer de si mesmo um atleta de alto nível. Toda essa transformação não veio de graça. Ele ralou muito para estar onde está e teve que aprender muita coisa também. Segundo seu treinador, Cadu Polazzo, ele “não acreditava em treinador. Levou um tempo para ele se adaptar, e uns três anos até começar a ter rendimento” (Go Outside, março/2009, p. 74).

Desde que começou a trabalhar com Polazzo já se passaram seis anos. A determinação e o esforço valeram a pena e em janeiro desse ano, sua carreira deu uma guinada com a assinatura do contrato com a equipe Merida Brasil, a primeira a lhe oferecer um salário, no sentido estrito do termo, e uma infraestrutura que não dispunha em equipes anteriores.

Os novos ares e a nova estrutura já mostraram resultados como, por exemplo, seu melhor desempenho em campeonatos mundiais, em Camberra.

Mesmo com tantos compromissos de treinamentos, competições e eventos como Bike Expo Brasil, o Rubinho achou um tempo para responder a essa entrevista realizada por e-mail. Sua trajetória, um balanço do ano que está terminando, equipe, jovens talentos e muito mais você confere agora.

Preparando esse post, sinto que poderia ter feito várias outras perguntas. Pensei até em suspender a publicação e fazer um complemento com novas questões mas não vou fazer não. Fica pra próxima.

 

Bi-campeão do Short Track São Silvano

 

Medalha importantíssima para toda a modalidade

 

 

 

Você é hoje um dos principais mountain bikers do país. Onde essa história começou?

Minha história começou no ano de 1996, quando participei de minha primeira competição por incentivo de amigos, nessa época eu não treinava, e trabalhava o dia todo. A partir da primeira competição, por ter tido um bom resultado tomei gosto pelo Mountain Bike e desde então não parei mais. Embora tenha sido difícil nos primeiros anos, tendo que conciliar treino, competição e trabalho, o que muitas vezes me fazia pensar em desistir, a vontade de ser um atleta profissional sempre falou mais alto.

Você se lembra daquela bicicleta emprestada que te ajudou a conquistar o quarto lugar na Copa Interestadual? Digamos que é um pouco diferente do equipamento que você dispõe hoje em dia…

Em várias ocasiões no passado, contei com a ajuda de amigos que me emprestavam a bike para competir, são tantas as ocasiões que não me recordo dessa em especial. Mas me recordo de uma vez que competi, onde meu amigo correu na categoria Júnior, e assim que chegou me emprestou sua bike, para que eu largasse na categoria sub-23, já que minha bike tinha estragado durante o reconhecimento. Me lembro que em algumas ocasiões, quando a minha bike quebrava, alguns amigos deixavam de competir para me emprestar a bike.

A Merida dispõe hoje de uma das melhores estruturas do país. Nos fale um pouco das pessoas que trabalham com você, os atletas, o staff.

A equipe Merida disponibiliza para nós atletas, uma estrutura semelhante à de equipes no exterior, e com certeza, todo esse empenho reflete nos resultados dos atletas que compõem a equipe. É importante ressaltar que toda à equipe, atletas, mecânicos, técnico, treinador, enfim, todos que fazem parte da equipe são como uma família, e isso também é muito importante e reflete diretamente no desempenho do atleta.

Seu primeiro semestre foi muito forte. Quais foram as principais vitórias?

No primeiro semestre, apesar de estar bem preparado com relação à treinamento, me deparei com alguns problemas em algumas competições importantes, como a primeira etapa da Copa Internacional (Araxá) onde contei com um pneu furado, terminando em terceiro lugar, e no Chile, o Pan de MTB, onde tive grandes dificuldades com relação à altitude. Ainda assim, no primeiro semestre de 2009 conquistei o título de campeão dos 70 km de Ceilândia, venci as duas primeiras etapas do GP Ravelli, venci as da primeira etapa da Copa Inconfidentes e venci a segunda etapa da Copa internacional em São Lourenço . Entretanto, embora os resultados do primeiro semestre tenham sido significativos, foi no segundo semestre que obtive meus melhores resultados: Bi-Campeão da Copa Internacional, Bi-Campeão do Short Track São Silvano, Campeão do GP Ravelli 2009, Campeão da Copa Ale Inconfidentes, Campeão da inédita Copa Internacional VZAN, Campeão da primeira etapa do X-Terra – Estrada Real, e contei ainda com um excelente resultado no mundial da Austrália, onde conquistei a 31ª colocação, me colocando como melhor latino-americano e 6° melhor das Américas.

Como você avalia sua participação no Campeonato Mundial. Ano passado você ficou em 25º, foi o melhor brasileiro e o 4º das Américas. Seus objetivos foram atingidos em Camberra?

Ano passado, embora tenha obtido uma colocação melhor no mundial do que neste ano na Austrália, acredito que tenha realizado um desempenho melhor neste ano, pois, de todas as competições internacionais, inclusive as Olimpíadas em Pequim, foi na Austrália que cheguei com menor diferença de tempo para o líder da prova. Nas outras competições eu sempre ficava acima de 10 minutos do líder, sendo que nas Olimpíadas cheguei aproximadamente 9minutos e 30 segundos do líder. Já na Austrália, pela primeira vez cheguei pouco mais de 7 minutos do líder, o que mostra que meu desempenho esta melhorando. O fato de ter ficado na 31ª colocação se deve ao fato de que na Austrália havia um maior número de competidores, sendo que os brasileiros largaram a partir da quarta fila. Dessa forma acredito que meu desempenho vem melhorando ao longo destes dois anos.

Como você vê o trabalho que é feito com os jovens mountain bikers do país? Algum garoto te chama a atenção?

Eu acredito que deveria haver um incentivo maior para a garotada de base, na maioria das vezes as empresas patrocinadoras se interessam em atletas das categorias pró ( Sub-23 e Elite). Neste caso, os atletas de base são desmotivados pela falta de patrocínio. Dentre esses atletas, me chama atenção o Frederico (da Júnior) e o Luís Henrique Cocuzi, da categoria Juvenil, são dois atletas que têm grande potencial e talento.

Uma das grandes novidades do ano foi a parceria inédita entre a CBC e o Banco do Brasil. Como você está vendo esse trabalho? Os atletas estão sendo consultados a respeito do planejamento sobre as próximas temporadas?

A parceria é muito boa, e eu acredito que vai melhorar muito para o ciclismo em geral. Todavia, os atletas geralmente não são consultados a respeito do planejamento, embora, a cbc sempre esteja aberta a proposta dos atletas.

Qual será seu calendário para o ano que vem? O ciclo olímpico já começou?

Ainda não está definido o calendário para o ano que vem, mas, é a partir do ano que vem que o Brasil sai em busca da vaga para as Olimpíadas de Londres, dessa forma, acredito que a CBC juntamente com o banco do Brasil, deve investir na possibilidade de levar os atletas brasileiros a participar de mais competições no exterior, que contam pontos para a conquista da vaga Olímpica. Depois da conquista da vaga, aí sim, acredito que será feita uma seletiva no Brasil, com o objetivo de levar o melhor brasileiro a representar o Brasil na temperada em questão. Eu, junto com meu treinador Cadu Polazzo, e minha equipe, Merida – Cateye – TMP embalagens e meus outros apoiadores, acreditamos na possibilidade de mais um ciclo olímpico, e estarei treinando forte para isso.

Assinatura do contrato com a Equipe Merida Brasil

 

 


Leadville 100 – Race Across The Sky Trailer

05/11/2009

No último dia 22 foi o lançamento nos cinemas do Race Across The Sky, documentário sobre a Leadville 100, prova de ultramaratona mtb que vocês acompanharam aqui no brasilmtb. A julgar pelas imagens fantásticas do trailer, deve ser imperdível. Quem tiver algum conhecido nos EUA, pede um pra mim também.


MOMBAT – Museum of Mountain Bike Art & Technology

05/11/2009

Esse museu funciona numa loja na Carolina do Norte. E também na internet. O site não é lá essas coisas mas tem muita informação interessante e, o que eu achei mais legal, um museu virtual para cada tipo de peça: suspensões, pedevelas, cubos e até eixos. A galera inventava cada design ”revolucionário” mas, tudo bem, todos eles fazem parte da evolução do esporte.

A galera que se deu bem – Gary Fischer e cia. – bem que podia dar uma forcinha pro museu: um site mais legal pelo menos.


Bergmönch – Um brinquedo muito invocado

05/11/2009

Essa eu vi no bikerumor.com.

Uma Scooter muito interessante para quem gosta de praticar longas caminhadas mas não abre mão da adrenalina sobre duas rodas. A Bergmönch é uma scooter sem motor, ou melhor, um patinete, que segue o princípio das bikes  dobráveis: quando não dá pra ser carregado, o usuário carrega seu veículo numa sacola ou mochila. O interessante da Bergmönch é que ela é full suspension e foi pensada para atividades de montanha. Você sobe caminhando e desce num downhill aluscinante, assim como fez o monge do comercial que você pode assistir no final do post.

Bergmönch – Hiking uphill Wheeling downhill from Thomas Kaiser on Vimeo.


Jogo do UM erros

04/11/2009

banner2Quem acertar não ganha nada mas pode ser que dê uma risada, o que não é tão pouco assim…


O Início do Mundo

03/11/2009


Cape Epic – percurso 2010

30/10/2009

Este ano (ansiedade faz essas coisas) em 2010 a prova terá um novo local de largada e passará por duas cidades nunca visitadas. Serão oito etapas com 720 km com 14635 metros de subida acumulada.

Se você está todo animado e pensando em ir  um pouco antes para conhecer o terreno pode tirar sua bike da chuva porque a maioria das trilhas encontra-se em propriedades privadas e a entrada de mountain bikers não é permitida, a não ser durante a prova. Mesmo assim se você ainda está pensando em insistir e espalhar seu jeitinho brasileiro pelo país da Copa da Prova de MTB mais fascinante do mundo, é melhor pensar duas vezes porque os proprietários mantém acordos com a organização da Cape Epic e além dos problemas com a justiça local você ainda ganha de presente a extremamente desesperadora exclusão da prova por toda a sua vida. É isso aí: exclusão eterna. É melhor ficar por aqui, achar um parceiro bacana e começar a juntar os pouco mais de R$ 6.000,00 da inscrição fora as despesas de viagem e tal.

Esse ano, 2009, o Brasil teve boas participações. O melhor resultado foi da dupla Team Epic Brazil, comporta por Eduardo Soares e Daniel Aliperti que conquistaram dois terceiros lugares e terminaram em 5º na Master e em 49º na geral. Você pode conferir ou reconfrir o relato do Aliperti no blog da Proparts

Destaque também para a dupla feminina Flower People toda de rosa com umas flores saindo pela cabeça: espírito total de curtição mas terminaram a prova. A dupla composta por Adriana Boccia e Luciana Cox terminou em 10º lugar entre as mulheres e em 469 na Geral. Acredito que a grande vitória delas tenha sido a alegria que conseguiram levar à prova. Rapidamente conseguiram conquistar a simpatia de todos com sua dancinha da chegada que foi repetida a pedido da Organização e com participação especial do Locutor da premiação durante o jantar da última noite.

 

Outro destaque da Cape desse ano foi um de seus mais respeitados fotógrafos, Gary Perkin, que teve a foto abaixo premiada no Velo Arto, festival realizado em conjunto com a etapa da Copa do Mundo de Mont Saint’Anne.

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Percurso 2010

Estágio 1:

Data: 21 março 2010
Partida/Chegada: Diemersfontein to Ceres
Distância: 117km
Ascensão: 2190m

 

Estágio 2:

Data: 22 março 2010
Partida/Chegada: Ceres
Distância: 90km
Ascensão: 1625m

 

Estágio 3:

Data: 23 março 2010
Partida/Chegada: Ceres
Distância: 115km
Ascensão: 2280m

 

Estágio 4:

Data: 24 março 2010
Partida/Chegada: Ceres to Worcester
Distância: 86km
Ascensão: 1640m

 

Estágio 5 (Contra relógio):

Data: 25 março 2010
Partida/Chegada: Worcester
Distância: 27km
Ascensão: 860m

altimetria ainda não foi divulgada

 

Estágio 6:
Data: 26 março 2010
Partida/Chegada: Worcester to Oak Valley
Distância: 123km
Ascensão: 2240m

 

Estágio 7:

Data: 27 março 2010
Partida/Chegada: Oak Valley to Oak Valley
Distância: 99km
Ascensão: 2160m

 

Estágio 8:

Data: 28 March 2010
Partida/Chegada: Oak Valley to Lourensford
Distância: 65km
Ascensão: 1640m

 

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Moda Cup no Planeta EXPN

29/10/2009

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É galera, amanhã às 14:00 (horário de Brasília) na ESPN não perca a cobertura do Moda Cup 2009 no Planeta EXPN!!!!

Além de MTB, também rolou no evento apresentações de Bike Trial, Moto Trial, Flat Land e mais uma porção de coisas legais. Estou muito curioso pra ver como ficou.

Espaço importante para o MTB nordestino num dos maiores programas esportivos do país. Obrigado ao Luciano Kdra pela força e ao Rui Ogawa, pela visita e pela matéria.

A cobertura do Moda Cup 2009 também será exibida na ESPN Internacional no sábado às 2:30 da manhã (horário de Brasília).