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Mais um que deve parar depois das Olimpíadas de Londres. Assim como Absalon, Sauser, Kabush, Wells e Naef, Jose Hermida ja passou dos trinta e a tendência é que o fim do ciclo olímpico no qual estamos agora marque o fim da carreira de alguns desses atletas, senão de todos eles.
Alguns tem participação garantida em Londres, como é o caso de Absalon. Outros terão mais problemas para garantir a vaga. É o caso de Sauser e Naef que assistem a chegada de uma fortíssima geração puxada por Nino Schurter.
A despeito de tudo isso, o Multivan Merida Biking Team anunciou a renovação do contrato de José Hermida, atleta que defende as cores da Merida a sete anos e virou um sinônimo da marca. Andreas Rottler, manager da equipe, enfatizou a consistência do atleta e seu carisma como fatores importantes para o sucesso e o ambiente do time.
O frio e a chuva não te deixam sair para treinar? Sua relação com o rolo é muito monótona? Então você precisa conferir a técnica do Hermida no final desse video. Seus treinos no rolo ficarão muito mais divertidos e você ainda desenvolve a técnica de subir meio fio.
Após 2 meses de intervalo para o XCO e 1 para o DH, a Copa do Mundo volta a cena para sua segunda metade em Champery, Suiça, que também será sede do Campeonato Mundial em 2011.
Segundo Catharine Pendrel, líder da WC e campeã da última etapa em Offenburg, o circuito está mais difícil que no ano passado e promete esquentar a briga pela liderança apertadíssima e com muitas concorrentes brigando pelo título já que apenas 120 pontos separam Pendrel da sétima colocada e atual campeã Elisabeth Osl e tendo entre elas, Willow koerber, Eva Lechner, Irina Kalentieva, Georgia Gould e Julie Bresset (esta, única sub-23 entra as 17 primeiras).
Na elite masculina a briga está concentrada em Absalon, Schurter e Hermida com diferença de apenas 100 pontos entre o primeiro e o terceiro. Na disputa particular entre Absalon e Schurter o francês leva vantagem até agora pois nas três primeiras etapas somou um 2º (no sprint), um sétimo e um 1º. Schurter por sua vez conseguiu um 1º (no sprint), um 15º e um segundo (a 49s de Absalon). Ou seja, Absalon mostrou, após o mundial, que o pequeno gafanhoto do Frischknecht ainda tem que comer algum feijão para lhe tirar a WC.
Para o DH a pista foi renovada e agora é a mais inclinada de todo o circuito internacional com trechos de até 75% de inclinação, mas técnico o suficiente para controlar a velocidade dos competidores.
Na elite feminina, Sabrina Jonnier lidera e não terá sua principal oponente pelo resto da temporada já que Rachel Atherton está fora de combate pela mesma lesão que a deixou de fora da temporada passada, uma lesão nas costas que nessecitou de um implante de um nervo do pé em suas costas.
O mais velho dos Atherton, Dan, também está fora de combate com fratura em duas vértebras da coluna e não disputa o resto da temporada de 4X, DH e BMX. O irmão do meio, Gee, é o segundo na classificação geral, 73 pontos atrás de Greg Minnar.
Sabia que tinha lido em algum lugar o Absalon falando alguma coisa muito boa do Nino Shurter. Só não lembrava o que era realmente e que fazia tanto tempo que ele tinha dito.
A entrevista data de 31 de agosto de 2007 no cyclingnews.com e foi concedida às vésperas da final da Swisspower Cup daquele ano e a menos de quinze dias do Campeonato Mundial, realizado em Fort Willian.
Questionado sobre seus oponentes, Absalon, que se preparava para tentar o quarto título consecutivo, respondeu: “Acho que (Jose Antonio) Hermida está muito forte esta temporada e agora está focado no Campeonato Mundial – Acho que será uma grande batalha (…) (Nino) Schurter está em boa posição; ele é jovem e penso que ele é o futuro. Talvez (Christoph) Sauser também possa se dar bem. Acho que há cinco atletas na disputa pela vitória”
Naquele ano, Absalon conseguiu seu quarto título, Sauser foi o sexto e Hermida o décimo. Shurter foi apenas o segundo na sub-23 que teve Jacob Fuglsang, da Dinamarca, como campeão. Dois anos após aquela entrevista, algumas coisas mudaram. Sauser seria um real candidato à vitória apenas no ano seguinte, quando conquistaria na Itália, o título marcado pelo K.O. de Absalon. Fuglsang, incentivado pela hegemonia do francês, trocou o MTB pela estrada e hoje defende a SAXO BANK. Hermida, aos 31 anos, continua no páreo e terminou 2007 em segundo no Ranking UCI, em sexto ano passado e segundo em 2009. Ou seja, em muitas coisas Absalon errou ou apenas passou perto. Mas numa coisa ele estava (infelismente, para ele) certo: Nino Shurter provou, com sua vitória incontestável, ser o futuro do MTB.
Uma grande expectativa envolvia a prova da elite masculina naquela manhã de setembro em Camberra. Após literalmente cair de fraqueza e desidratação em Val di Sole, no ano passado, Julien Absalon já havia demosntrado toda sua força com a incontestável vitória na Olimpíada e o domínio completo da Copa do Mundo desse ano. Mas persistia a lembrança de Val di Sole com todos aqueles suiços no pódio…
Após seis etapas da World Cup Absalon contava um segundo lugar (Pietermaritzburg), quatro primeiros lugares (Offenburg, Houffalize, Madrid e Mont-Saint-Anne) e um décimo sétimo, após problemas mecânicos em Bromont. Apesar da força de seus compatriotas, ultimamente tem sido Absalon contra OS suiços que sempre apresentam equipes muito equilibradas, com nível altíssimo e que realmente trabalham como equipe.
A seleção suiça chegou a Camberra com Nino Schurter (Scott-Swisspower), Florian Vogel (Scott-Swisspower) o então campeão do mundo Cristopher Sauser (Specialized), Martin Gujan (Cannondale) e Lukas Flückiger (Trek). O protagonismo ficou, no entanto, por conta de Vogel e Schurter, perfeitos do ponto de vista tático.
No início da terceira volta o grupo da ponta passou de 14 atletas para apenas 7: Julien Absalon (FRA), Nino Schurter (SUI), Florian Vogel (SUI), Jose Hermida (ESP), Geoff Kabush (CAN), Marco A. Fontana (ITA) e Emil Lindgren (SWE). Ainda na terceira volta mais 3 ficaram pelo caminho restando apenas 4 na disputa pelo título: Absalon, Vogel, Schurter e Hermida, que teve problemas mas conseguiu recuperar as posições perdidas e voltar a disputa por um lugar no pódio.
Schurter e Absalon atacaram na volta 5 e se isolaram na disputa pelo título, Hermida e Vogel travariam duelo parecido pela medalha de bronze. Uma das principais características do circuito, o vento forte, fez com que os dois pares de atletas deixassem para a última volta seus principais ataques. Um pouco mais cedo, Lene Byberg pagou caro pela opção de colocar a cara no vento sozinha e perdeu, no final da última volta, o título para Kalentieva mesmo com todos os problemas enfrentados pela russa.
Bem, Schurter e Absalon trocaram ataques ferozes até que o suiço conseguiu entrar na frente no último singletrack e aplicou o xeque-mate no francês na reta do último ponto de apoio abrindo aproximadamente 10 metros para Absalon, vantagem que se manteve até o final.
“Eu nunca pensei que pudesse ganhar até o último ponto de apoio, quando ataquei e vi que tinha aberto uma pequena vantagem de 10 metros” disse Schurter que superou o francês por apenas 3 s.
A decisão da medalha de bronze foi ainda mais apertada com Vogel superando Hermida por pouco mais de uma bicicleta.
Absalon voltou ao pódio depois de dois anos, mas não no lugar que queria.
“Nino fez um ótimo ataque e conseguiu abrir uma pequena vantagem. Eu cometi um erro e perdi uns 5 metros e então eu sabia que não tinha mais chances.” disse Absalon após a prova.
Além do trabalho tático no início da prova, quando os suiços quebraram o pelotão, Vogel poupou energia para garantir mais um lugar no pódio para seu país: “Até então eu estava em uma excelente posição para o Nino e para mim. No final eu sabia que o José (Hermida) tinha gasto um monte de energia pois ele estava realmente tentando alcançar Nino e Julien.”
Participação Brasileira
Entre os brasileiros, mais uma vez Rubinho (Merida-Cateye-TMP) fez a melhor participação. Apesar de não conseguir repetir a ótima 25 colocação do ano passado, quando foi o 4º melhor atleta das Américas, conseguiu um bom 31º lugar, sendo o 6º melhor atleta das Américas. Fato positivo para o mineiro foi a queda da diferença entre ele e o primeiro colocado. Ano passado Rubinho chegou 10:32 após Sauser. Esse ano sua diferença para Schurter foi de 7:48.
Nosso campeão brasileiro de XCO, Edvando Souza Cruz (Astro-VZAN-Shimano-Giro), terminou na 53ª colocação, um pouco abaixo do 35º do ano passado mas também conseguiu reduzir sua diferença para o campeão em relação ao ano passado de 14:17 para 13:52. Vando foi, ano passado o 6º atleta das Américas. Esse ano foi o 11º.
Ricardo Pscheidt (Sundown Joinville – MTB) foi o 60º e não conseguiu terminar na mesma volta do campeão. Ano passado Pscheidt não participou do Mundial. Esse ano ele foi o 14º das Américas.
O relato dos brasileiros sobre sua participação você pode conferir no bikenamidia.
Como a diferença entre os brasileiros e o líder caiu de um ano para, fica claro que o nível lá fora aumentou nesse intervalo de um ano, principalmente dos canadenses e americanos que conseguiram melhorar suas colocações. Em relação a eles Rubinho perdeu duas colocações e Vando cinco. Como Pscheidt não participou ano passado, ficamos sem referencial mas, no geral, devemos ficar mais atentos ao que está acontecendo na América do Norte pois por lá o Canadá conseguiu o 5º lugar com Geoff Kabush e mais três entre os 50 primeiros, enquanto que os americanos fizeram o 8º com Todd Wells e colocaram mais três entre os 50 primeiros.
Ranking das Américas
5 Geoff Kabush (Canada) 0:02:04
8 Todd Wells (United States of America) 0:03:06
18 Adam Craig (United States of America) 0:05:03
22 Max Plaxton (Canada) 0:06:07
29 Samuel Schultz (United States of America) 0:07:31
31 Rubens Valeriano (Brazil) 0:07:48
34 Jeremy Horgan-Kobelski (United States of America) 0:09:01
65 Michael Broderick (United States of America) -3 laps
Só no coroão
Um fato curioso foi que alguns atletas correram com apenas uma coroa e uma guia de corrente no lugar do cambio dianteiro. Até agora, como podemos ver nas fotos abaixo Absalon, os americanos Adam Craig e Sam Schultz e o canadense Geoff Kabush optaram pela configuração de uma coroa. Será que o problema que o francês disse que teve tem haver com essa guia? Vamos esperar as expeculações.
Vídeos:
Resultados
1 Nino Schurter (Switzerland) 2:04:39
2 Julien Absalon (France) 0:00:03
3 Florian Vogel (Switzerland) 0:00:58
4 José Antonio Hermida Ramos (Spain)
5 Geoff Kabush (Canada) 0:02:04
6 Cédric Ravanel (France) 0:02:35
7 Jean-Christophe Peraud (France) 0:02:59
8 Todd Wells (United States of America) 0:03:06
9 Jaroslav Kulhavy (Czech Republic) 0:03:22
10 Christoph Sauser (Switzerland) 0:03:45
11 Marco Aurelio Fontana (Italy) 0:03:56
12 Stéphane Tempier (France) 0:04:09
13 Martin Gujan (Switzerland) 0:04:24
14 Sven Nys (Belgium) 0:04:30
15 Chris Jongewaard (Australia) 0:04:35
16 Roel Paulissen (Belgium) 0:04:44
17 Emil Lindgren (Sweden) 0:04:51
18 Adam Craig (United States of America) 0:05:03
19 Filip Meirhaeghe (Belgium) 0:05:16
20 Inaki Lejarreta Errasti (Spain) 0:05:22
21 Ruben Ruzafa Cueto (Spain) 0:05:23
22 Max Plaxton (Canada) 0:06:07
23 Moritz Milatz (Germany) 0:06:36
24 Carlos Coloma Nicolas (Spain) 0:06:45
25 Milan Spesny (Czech Republic) 0:06:53
26 Jelmer Pietersma (Netherlands) 0:06:58
27 Tony Longo (Italy) 0:07:08
28 Sergio Mantecon Gutierrez (Spain) 0:07:28
29 Samuel Schultz (United States of America) 0:07:31
30 Rudi Van Houts (Netherlands) 0:07:32
31 Rubens Valeriano (Brazil) 0:07:48
32 Daniel Mcconnell (Australia) 0:08:19
33 Karl Markt (Austria) 0:08:30
34 Jeremy Horgan-Kobelski (United States of America) 0:09:01
35 Ben Henderson (Australia) 0:09:16
36 Jan Skarnitzl (Czech Republic) 0:10:31
37 Derek Zandstra (Canada) 0:10:46
38 Manuel Fumic (Germany) 0:11:00
39 Sid Taberlay (Australia) 0:11:01
40 Michal Lami (Slovakia) 0:11:07
41 Liam Killeen (Great Britain) 0:11:16
42 Seamus Mcgrath (Canada) 0:11:37
43 Lukas Flückiger (Switzerland) 0:11:48
44 Maxim Gogolev (Russian Federation) 0:11:52
45 Anton Gogolev (Russian Federation) 0:12:07
46 Kohei Yamamoto (Japan) 0:12:14
47 Jianhua Ji (People’s Republic Of China) 0:12:36